FORMATA TCCs

"No fundo, só se sabe que sabemos pouco; com o saber cresce a
dúvida."
Johann Goethe

"A leitura torna o homen completo; a conversação torna-o ágil, e o escrever dá-lhe precisão."

Sir Francis Bacon (1561-1626) Filósofo e estadista britânico


terça-feira, 1 de março de 2016

Hoje, 01 de Março, oficialmente 2016 começou. Nesse momento, perguntamos a você: Você já está preparado para o seu Trabalho de Conclusão de Curso?
Se você é daqueles que pensa que “o ano está a recém começando”, “ainda não decidi o tema”, “vou deixar para o Orientador me ajudar”, você está muito enganado e, provavelmente, errado também. Não se escreve uma boa Monografia em poucos dias e a preparação é fundamental para um bom resultado.
Para lhe ajudar nesta tarefa, nem sempre fácil, semanalmente postaremos conteúdos que auxiliarão na escrita, nas dúvidas de português e na formatação de seu texto. Lembramos sempre que, para a sua banca, a sua Faculdade e o seu Orientador, o mais importante e prioritário é o conteúdo do seu texto.
E, nesse caso, as crases, os hifens, os pontos, os negritos, os recuos e os espaçamentos não se tornam essenciais. Pense muito bem no Tema a ser desenvolvido antes de iniciar a escrita de seu projeto.
Para esse exercício, listamos 5 dicas:
1. Inicie pensando qual a cadeira que você mais gostou de estudar e na qual você gostaria de aprofundar o seu conhecimento.
2. Essa é a atividade com a qual você deseja trabalhar? É nela que você pretende se desenvolver profissionalmente?
3. Você admira e tem vontade de trabalhar com o professor que ministra essa matéria? Ele lhe passa confiança para lhe ajudar a desenvolver um tema científico?
4. Dentro dessa cadeira/matéria existe algum assunto que lhe apresenta uma problematização? Esse assunto é relevante no meio acadêmico? Ele é relevante para você?
5. Pense nessa etapa da sua vida curricular como uma oportunidade de enriquecimento pessoal e profissional. Não queira fazer um trabalho unicamente como pré-requisito para obtenção do Status de Bacharel.
A Monografia é uma bela oportunidade para você unir conhecimento teórico e empreender na prática dissertativa, desenvolvendo a capacidade intelectual e de raciocínio para a formulação de ideias e aprofundamento de teorias!
Para 2016, o nosso desejo de Boa Sorte e Bom Esforço!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

VOCÊ ou TU

Um dos problemas que fequentemente encontro nos Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC e nas produçõe de textos feitas por alunos em cursos secundários, bem como nas redes socias e na comunicação de um modo geral é a inadequação pronominal, ou seja, o uso dos pronomes tu (segunda pessoa) e você (terceira pessoa) num mesmo texto.

Portanto, tomem cuidado, pois, se inciarem o texto com o pronome tu, todos os verbos deverão estar conjugados na segunda pessoa do singular, mas, se a opção for pelo pronome da terceira pessoa, você, todos os verbos deverão estar conjugados na terceira pessoa.

Vejamos alguns exemplos:

Exemplo 1


Nesse exemplo, percebemos que foi utilizado, inicialmente, o pronome possessivo da terceria pessoa do plural seus e da terceira pessoa  do singular seu: "Eles podem destruir seus sapatos, seu jardim, seus móveis, mas nunca..."

A partir daí, há uma troca do pronome possessivo  da terceira pessoa para o  pronome possessivo da segunda pessoa tu, "... mas nunca teu coração".   Sendo assim, sugere-se que o texto seja finalizado com o pronome seu ou que todo ele seja escrito como o pronome teu.
"Eles podem destruir seus sapatos, seu jardim, seus móveis, mas nunca o seu coração."
ou
"Eles podem destruir teus  sapatos, teu jardim, teus móveis, mas nunca o teu coração."
Exemplo 2



Esse está um pouco mais complicado, pois, vejamos:
 O verbo que inicia a sentença está conjugado no imperativo afirmativo, "aprenda você", a partir desse verbo, toda a frase deveria estar na terceria pessoa do singular, mas... continuemos nossa leitura, "Quando um pessoa te ama de verdade,... ", percebemos aqui  uma inadequação pronominal, o correto deve ser : "Quando uma pessoa a/o  ama de verdade, ela não desiste de você!"

Caso fosse optado pela segunda pessoa (tu) deveria ser:
"Aprende!
Quando uma pessoa te ama de verdade, ela não desiste de ti!"





sábado, 11 de fevereiro de 2012

Confusão por quê?

É comum haver confusão na utilização de mas (conjunção) e  mais (advérbio). Na aba SOCORRO, coloquei as diferenças entre essas duas palavras. Apesar de expressarem ideias diferentes, os falantes comumente  usam mais, quando, na realidade, deveriam utilizar a conjunção mas. Vejamos o exemplo abaixo:




Nessa frase é nítido que a ideia expressa é de  compensação, "não posso te ver, mas posso te sentir!"




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Uso dos porquês


A última postagem na ABA SOCORRO foi sobre o uso dos porquês. Hoje resolvi colocar alguns exemplos de como é utilizado de uma forma errônea em algumas redes sociais.

Exemplo 1.

No último quadrinho, a personagem faz uma indagação, uma interrogativa direta, logo,  deveria ser grafado separadamente e, claro, sem acento. 

Por que  não fica com a voltinha sensual assim?

Lembrem-se: Sempre que se  iniciar uma frase interrogativa com "porque" deve ser escrito separado e sem acento, igualmente é utilizado o por que (sepatado) em frases afirmativas quando significa, a razão pela qual.


Exemplo 2


Percebe-se aqui, bem como no exemplo 3, o mesmo problema: "... porque ele nunca está?!" , o correto, portanto, é:

"...por que Ele nunca está?!"
Exemplo 3
Como gosto muito de crianças e animais, resolvi colocar esse exemplo, cujo problema é igual ao  anterior.
Porque, em início de frase interrogativa, deve ser separado e sem acento, portanto, onde se lê:
"Porque você acha que eu continuo só de quatro patas, garoto?"
Deve-se ler:
"Por que você acha que eu continuo só de quatro patas, garoto?"

Exemplo 4


Claro que, quando se está numa cena como essa, a única coisa em que não se pensa é no uso correto dos porquês, mas.... aqui também nossos jovens erraram. Por quê? Simples, por quê (assim separado e com acento) é utilizado em final de frase, portanto nosso jovem  deveria perguntar: Por quê?
No entanto, a mocinha, embora  apaixonada, respondeu de uma forma correta, pois, quando se quer  dar explicação, justificativa ou a causa, deve-se usar porque junto.


BIBLIOGRAFIA
BARROS, Saulo C. Rego. Erre Menos! Língua portuguesa:                 dúvidas do dia a dia. São Paulo, Ícone Editora, 1999.











segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

JUSTIFICATIVAS

      Para tudo há justificativas, inclusive para ficar duas semanas sem postar nada na Aba Socorro! o que volto a fazer a partir de hoje, ah.. as justificativas?... outro dia quem sabe.

     Como critério de postagem, optei por alguns errinhos mais comuns encontrados na comunicação diária, tanto nas redes sociais como na conversa do dia a dia, assim mesmo, sem hífen, após o Acordo Ortográfico.

      Iniciei com a dificuldade relacionada ao uso de há/a por sentir alguma dificuldade no que se refere ao uso do verbo haver que, na dúvida, pode ser substituído pelo verbo fazer.
HÁ---> FAZ

      Obrigado  e obrigada  que ainda gera confusão ao falar e desconforto ao ouvir,mas, se pensarmos em grato/gratra, agradecido/agradecida, não tem como errar.

     Outro assunto que traz alguma dificuldade é o uso do substantivo sobrecomum, aquele que tem a mesma forma genérica para o masculino e  o feminino. Portanto, diga:
Aquela menina é um membro atuante em nossa organização. E não;
Aquela menina é uma membra atuante em nossa organização.

    MAL ou MAU? é simples:

O  mau menino está mal.
O bom menino está bem.
MAU antônimo de BOM.
MAL antônimo de BEM.

     Feita a devida revisão, passamos para os novos temas que, por solicitação, serão abordados:
o uso dos porquês e a dificuldade quanto ao uso dos pronomes demonstrativos esse/este, essa/esta.

    Vamos, então, à Aba Socorro!

Carmen Regina Rain